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Denice Campos, advogada de família e previdenciária em Pelotas RS

Advogada Denice Campos

Advogada de Família e Previdenciário com 13 anos de atuação. Compartilho conteúdos jurídicos claros e objetivos para ajudar você a entender seus direitos e tomar decisões seguras em momentos importantes.

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Pai tem direito ao auxílio-maternidade em 2026? Entenda quando é possível receber o benefício

Pai com nenê no colo

Sim, o pai pode ter direito ao auxílio-maternidade em 2026 — mas apenas em situações específicas previstas em lei. O benefício não é automático para o homem. Ele é devido principalmente em casos de falecimento da mãe, adoção monoparental ou guarda judicial para fins de adoção.

Neste guia completo e atualizado para 2026, você vai entender quando o pai pode receber o auxílio-maternidade, quais são os requisitos legais, como funciona o pagamento pelo INSS, quais documentos são exigidos e quais erros podem levar à negativa do benefício.

Se você busca orientação segura sobre direitos previdenciários em Pelotas ou região, consulte uma advogada previdenciária em Pelotas.


O que é o auxílio-maternidade e qual sua finalidade?

O auxílio-maternidade é um benefício previdenciário pago pelo INSS para substituir a remuneração do segurado durante o afastamento em razão de parto, adoção, guarda judicial para adoção ou aborto não criminoso.

Em 2026, o benefício continua regulamentado pela Lei nº 8.213/91 e pelas normas internas do INSS.

A finalidade do auxílio-maternidade é proteger o recém-nascido e garantir renda durante o período de cuidado inicial. Embora tradicionalmente associado à mãe, a legislação brasileira prevê hipóteses expressas em que o pai pode assumir esse direito.

Para compreender o contexto geral do benefício, veja o guia completo sobre auxílio-maternidade em 2026: quem tem direito, valores, regras e como solicitar.


Quando o pai tem direito ao auxílio-maternidade?

Sim, o pai tem direito ao auxílio-maternidade em 2026 nos seguintes casos previstos em lei:

  1. Falecimento da mãe
  2. Adoção monoparental
  3. Guarda judicial para fins de adoção concedida ao pai
  4. Casos específicos reconhecidos judicialmente

A legislação não permite que pai e mãe recebam o benefício simultaneamente pelo mesmo fato gerador.

Cada situação possui requisitos próprios e exige comprovação documental adequada.


Pai pode receber auxílio-maternidade em caso de falecimento da mãe?

Sim. Se a mãe falecer durante o período de percepção do benefício ou antes de solicitá-lo, o pai passa a ter direito ao auxílio-maternidade pelo tempo restante.

A regra é clara: o benefício não é cancelado — ele é transferido ao pai segurado do INSS.

Requisitos:

  • Comprovação do falecimento da mãe
  • Certidão de nascimento do filho
  • Qualidade de segurado do pai
  • Cumprimento de carência, quando exigida

O pai receberá o benefício pelo período remanescente dos 120 dias.

Exemplo: se a mãe faleceu 30 dias após o parto, o pai poderá receber os 90 dias restantes.


Pai solteiro pode receber auxílio-maternidade?

Sim, o pai solteiro pode receber auxílio-maternidade se houver adoção monoparental ou guarda judicial para fins de adoção.

A legislação não exige estado civil específico. O ponto central é que o pai seja o responsável legal exclusivo pela criança.

Situações mais comuns:

  • Adoção individual por homem solteiro
  • Guarda judicial concedida exclusivamente ao pai

Nesses casos, o benefício é integral, com duração de 120 dias.

Para entender melhor os direitos na adoção, consulte também: auxílio-maternidade em caso de adoção.


Pai pode receber auxílio-maternidade se estiver desempregado?

Sim, desde que ainda mantenha a qualidade de segurado no período de graça.

O pai desempregado pode ter direito ao benefício se:

  • Contribuiu anteriormente ao INSS
  • Está dentro do período de graça
  • Cumpriu a carência mínima quando exigida

O período de graça pode variar entre 12 e 36 meses, dependendo do histórico contributivo.

Se houver dúvida sobre manutenção da qualidade de segurado, é recomendável orientação jurídica especializada.


Qual é o valor do auxílio-maternidade para o pai em 2026?

O valor do auxílio-maternidade para o pai segue as mesmas regras aplicáveis às seguradas mulheres.

Em 2026:

  • Empregado com carteira assinada → remuneração integral
  • Contribuinte individual → média das últimas 12 contribuições
  • Segurado especial → valor de um salário mínimo

Não existe valor fixo universal. O cálculo depende da categoria de segurado.

Veja também o detalhamento completo em: valor do auxílio-maternidade em 2026.


O pai precisa cumprir carência?

Depende da categoria.

Sim, o pai precisa cumprir carência de 10 contribuições mensais se for:

  • Contribuinte individual
  • Facultativo
  • Segurado especial

Não há exigência de carência para:

  • Empregado com carteira assinada
  • Empregado doméstico
  • Trabalhador avulso

A carência é um dos principais motivos de indeferimento do benefício.


Como solicitar o auxílio-maternidade sendo pai?

O pedido é feito diretamente pelo portal Meu INSS ou pelo telefone 135.

Documentos necessários:

  • Documento de identificação
  • Certidão de nascimento da criança
  • Certidão de óbito da mãe (se aplicável)
  • Termo de guarda ou sentença de adoção (quando aplicável)
  • Comprovantes de contribuição

O prazo para solicitar é de até 5 anos a partir do fato gerador.

Se houver negativa indevida, é possível recorrer administrativamente ou judicialmente.


Pai pode receber auxílio-maternidade em caso de aborto?

Não. O pai não tem direito ao auxílio-maternidade em caso de aborto não criminoso.

Nessa hipótese, a legislação prevê benefício apenas à segurada gestante.

Para entender o tema completo, consulte: auxílio-maternidade em caso de aborto não criminoso.


Tabela comparativa: quando o pai tem direito

SituaçãoPai tem direito?Duração
Falecimento da mãeSimPeríodo restante até 120 dias
Adoção monoparentalSim120 dias
Guarda judicial exclusivaSim120 dias
Mãe viva e aptaNão
Aborto não criminosoNão

Erros que levam à negativa do benefício

Sim, muitos pedidos são indeferidos por falhas evitáveis.

Os principais erros são:

  • Não comprovar qualidade de segurado
  • Falta de carência mínima
  • Documentação incompleta
  • Pedido fora do prazo
  • Confusão entre salário-maternidade e licença-paternidade

É importante destacar que licença-paternidade e auxílio-maternidade são benefícios distintos.


Diferença entre licença-paternidade e auxílio-maternidade

Não, licença-paternidade não é o mesmo que auxílio-maternidade.

A licença-paternidade é um direito trabalhista de curta duração (5 dias, podendo chegar a 20 em empresas cidadãs).

O auxílio-maternidade é benefício previdenciário pago pelo INSS por até 120 dias.

São institutos jurídicos diferentes.


Quando procurar uma advogada previdenciária?

Sim, é recomendável buscar orientação especializada quando:

  • O benefício for negado
  • Houver dúvida sobre carência
  • Existirem períodos contributivos irregulares
  • O caso envolver falecimento da mãe
  • O INSS demorar excessivamente para analisar

Em casos complexos, o suporte técnico evita perda de prazo e prejuízo financeiro.


Perguntas frequentes (FAQ)

Pai pode receber auxílio-maternidade se a mãe estiver viva?

Não. O pai só pode receber se houver falecimento da mãe ou responsabilidade legal exclusiva.

Pai adotante tem direito ao benefício?

Sim. Adoção monoparental garante 120 dias de auxílio-maternidade.

Pai desempregado pode receber?

Sim, se mantiver qualidade de segurado no período de graça.

Pai precisa ter contribuído ao INSS?

Sim. É obrigatório ter qualidade de segurado e cumprir carência quando exigida.

Pode acumular licença-paternidade e auxílio-maternidade?

Não. São benefícios distintos e não cumulativos pelo mesmo fato gerador.


Resumo final

Sim, o pai pode ter direito ao auxílio-maternidade em 2026, mas apenas em situações legais específicas como falecimento da mãe, adoção monoparental ou guarda judicial exclusiva. O benefício exige qualidade de segurado e, em alguns casos, carência mínima. Cada situação deve ser analisada com rigor jurídico para evitar negativa do INSS.


Denice Campos é advogada com 13 anos de atuação, especializada em Direito de Família e Direito Previdenciário, com atendimento em Pelotas – RS e online para todo o Brasil. Atua em casos de divórcio, guarda, pensão alimentícia, inventário e benefícios previdenciários, oferecendo orientação jurídica clara e atendimento humanizado.

Saiba mais sobre a trajetória profissional da advogada em:
Sobre a Advogada Denice Campos

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